Tive que fugir de mim,
sem deixar bilhetes, nem avisos, fugi,
simplesmente uma fuga rápida, de última hora,
sem explicações ou culpas.
Fugi sem pistas,
minha alma ficou à deriva, pediu ajuda,
quis montar equipe de busca,
mas eu fugi sem marcas, não havia jeito.
Tive mesmo que fugir de mim,
sair da vida passante e monótona,
chutar a hipocrisia (foi a solução),
deixei para trás os dias e as horas,
deixei madrugadas de solidão,
deixei a alma trancafiada,
fugi, fugi de verdade,
fugi com vontade.
Uma fuga audaz,
nem eu mesma soube para onde iria,
mas fui e voltei,
para os mesmos dias,
para as mesmas horas,
para a mesma vida,
sem culpas!.
Voltei apenas... da fantasia.
(Tinha isso guardado nos meus arquivos, pena que não me lembro de onde tirei, não coloquei a fonte como de costume. Sei apenas que me vi refletida nisso...)