domingo, 25 de abril de 2010



Tive que fugir de mim,
sem deixar bilhetes, nem avisos, fugi,
simplesmente uma fuga rápida, de última hora,
sem explicações ou culpas.

Fugi sem pistas,
minha alma ficou à deriva, pediu ajuda,
quis montar equipe de busca,
mas eu fugi sem marcas, não havia jeito.

Tive mesmo que fugir de mim,
sair da vida passante e monótona,
chutar a hipocrisia (foi a solução),
deixei para trás os dias e as horas,
deixei madrugadas de solidão,
deixei a alma trancafiada,
fugi, fugi de verdade,
fugi com vontade.

Uma fuga audaz,
nem eu mesma soube para onde iria,
mas fui e voltei,
para os mesmos dias,
para as mesmas horas,
para a mesma vida,
sem culpas!.
Voltei apenas... da fantasia.


(Tinha isso guardado nos meus arquivos, pena que não me lembro de onde tirei, não coloquei a fonte como de costume. Sei apenas que me vi refletida nisso...)



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Desabafo !







THE END !!!




Já que não tenho o dom de modificar uma pessoa,
vou modificar aquilo que eu posso:
O meu jeito de olhar para ela,
ou deixar de te-la sob meus olhos.
Ah! isso eu posso!

A gente nem sempre encontra quem mereça as nossas palavras,
não admira que custe a encontrar quem mereça o nosso corpo…
Eu sinto que você é a pessoa mais parecida comigo que eu conheço,
só que do lado do avesso.
Tome posse dessa dor que é toda sua.
Até que passe e venha outra mais bonita.
Enfim, me despeço dessa história.

Paty Witch Maeve

segunda-feira, 12 de abril de 2010



"E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos. E eu continuo escrevendo seu nome com letras cheias, para tentar preencher você de alguma maneira. Pra tentar deixar tangível a sua existência. E principalmente pra poder amassar o papel e jogar no lixo."




sexta-feira, 9 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lição de Casa.

Aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: A dizer "NÃO".
Segundo: A não sentir um pingo de culpa por dizer não. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

segunda-feira, 29 de março de 2010


Quando olhei pra mim, e parei de olhar para os outros, esqueci-me desta idéia ridícula de achar como devo ser.
Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria. E fui cuidar do que restava, que é sempre o que se deve fazer e assim, fui sabendo de mim por aquilo que perdia... Agora, um pouco mais dura e menos preocupada em entretecer ternuras... e feliz e isso me basta!

domingo, 28 de março de 2010

O Deus



Eu acredito em Deus.
Mas não sei se o Deus em que eu acredito é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, o porteiro.
O Deus em que acredito não foi globalizado.
O Deus com quem converso não é uma pessoa, não é pai de ninguém.
É uma idéia, uma energia, uma eminência.
Não tem rosto, portanto não tem barba.
Não caminha, portanto não carrega um cajado.
Não está cansado, portanto não tem trono.
O Deus que me acompanha não é bíblico.
Jamais se deixaria resumir por dez mandamentos, algumas parábolas e um pensamento que não se renova.
O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.
O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos.
Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras, e nossa penitência é a reflexão.
Ave Maria, Pai Nosso, isso qualquer um decora sem saber o que está dizendo.
Para o Deus em que acredito só vale o que se está sentindo.
O Deus em que acredito não condena o prazer. Se ele não tem controle sobre enchentes e violência, se não tem controle sobre traficantes, corruptos e vigaristas, se não tem controle sobre a miséria, o câncer e as mágoas, então que Deus seria ele se ainda por cima condenasse o que nos resta: o lúdico, o sensorial, a libido que nasce com toda criança e se desenvolve livre, se assim o permitirem?
O Deus em que acredito não é tão bonzinho: me castiga e me deixa uns tempos sozinha.
Não me abandona, mas me exige mais do que uma visita à igreja, uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros.
A cruz pesa onde tem que pesar: dentro. É onde tudo acontece e tudo se resolve.
Este é o Deus que me acompanha.
Um Deus simples.
Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe-tudo e vê-tudo.
Meu Deus é discreto e otimista. Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: um abraço numa amiga, uma música na hora certa, um silêncio.
É onipresente, mas não onipotente, pois doa seus poderes e não me faz cordeiro.
Meu Deus é humilde.
Não posso imaginar um Deus repressor e um Deus que não sorri.
Quem não te sorri não é cúmplice.
Esse Deus habita em mim, em ti e no todo.
Honre-se!